terça-feira, 28 de maio de 2013

Encontro realizado em Brasília aumenta visibilidade do SENAR

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Encontro realizado em Brasília aumenta visibilidade do SENAR
28/5/2013

Encontro realizado em Brasília aumenta visibilidade do SENAR


Até quem não é da área rural se interessou pelas capacitações do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) no primeiro dia do Encontro Nacional de Educação Empreendedora, realizado pelo Sebrae esta semana, em Brasília.

Ao visitar o estande do SENAR, a jovem Karenn Kelly quis logo mais informações sobre os cursos do Pronatec ofertados pela entidade. Ela conta que estuda Gestão de Recursos Humanos, mas quer fazer cursos voltados para a área rural.

"É uma coisa pessoal, sabe? Eu amo o campo, sou do interior de Minas e vim para Brasília estudar, mas quero muito fazer alguma capacitação que me ensine a cuidar da terra e dos animais. Quero fazer uma horta em casa também. Tive interesse nos cursos do SENAR porque é difícil encontrar capacitações nessas áreas. A cidade não te dá oportunidades para isso," avalia.

Quem também ficou entusiasmada com os cursos do SENAR foi Lucia Wakabayashi. De uma família de profissionais da saúde, ela conta que planta para o próprio consumo, mas pensa em expandir a produção. "Nós plantamos alface, couve, berinjela e queremos cultivar também vagem e quiabo. Eu já fiz alguns cursos do SENAR e sempre que posso estou procurando fazer outros, porque surgem muitas ideias quando a gente participa de capacitações."

Produtor rural e conhecedor do agronegócio, José Raimundo Barbosa também é assíduo nos cursos do SENAR. Ele conta que fez Produção de Derivados do Leite e Manejo de Gado Leiteiro quando resolveu fabricar laticínios, mas já pensa em novas capacitações. "Eu tenho um sítio na região e como sou de origem rural, nunca me desliguei do campo, sempre estou à procura de atualização. Inclusive, pretendo produzir orgânicos e vou fazer um curso do SENAR em Produção de Ervas Medicinais. Depois, o foco vai ser um de GPS, que é na área de agricultura de precisão," revelou.

O estande do SENAR no Encontro Nacional de Educação Empreendedora está aberto das 9h às 18h na Vila do Conhecimento, localizada no Centro de Convenções Brasil 21, subsolo. Além de totens com vídeos dos programas da entidade, o visitante pode degustar frutas e um delicioso café gourmet, oferecido pela Cafés Cooxupé.

A abertura oficial do Encontro acontece amanhã e deve contar com a participação da presidente do Conselho Deliberativo do SENAR e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, senadora Kátia Abreu, e do Secretário Executivo do SENAR, Daniel Carrara.


Rural Centro

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Senadora Kátia Abreu denuncia omissão da PF e alerta para aumento da tensão entre índios e produtores em MS

Canal do Produtor

Senadora Kátia Abreu denuncia omissão da PF e alerta para aumento da tensão entre índios e produtores em MS

Assessoria de Comunicação CNA

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), senadora Kátia Abreu, denunciou nesta terça-feira (21), o risco de conflitos e violência entre índios e produtores rurais


A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), senadora Kátia Abreu, denunciou nesta terça-feira (21), em discurso no Senado, o risco de conflitos e violência entre índios e produtores rurais que “estamos prestes a presenciar, especialmente no Mato Grosso do Sul”. Foram 30 fazendas e 17 mil hectares de terras invadidas por grupos indígenas porque “um proprietário de fazenda conseguiu uma liminar, na Justiça Federal de reintegração de posse da sua terra”, assinalou. “Para nossa surpresa e indignação, a Polícia Federal chegou ao local e, ao invés de cumprir a determinação judicial, prendeu o proprietário, sua esposa e filhos”, afirmou a senadora.

“Em que mundo estamos vivendo”, indagou. “Um conflito artificial entre índios e brancos está sendo armado por uma minoria e uma decisão judicial é descumprida”, destacou na tribuna. Parece que o Ministério da Justiça “só faz justiça aos brasileiros índios”, reclamou. “E quem fará justiça aos brasileiros brancos? Quem vai proteger os produtores rurais?”, questionou.

A senadora Kátia Abreu lembrou que o setor agropecuário responde por 37% dos empregos no Brasil, um quarto de tudo que é produzido no País e o equilíbrio da balança comercial brasileira. Sendo assim, “precisa ser tratado com equilíbrio e dentro dos pressupostos legais, das leis vigentes no País”, afirmou.

Queria que o ministro Eduardo Cardozo, da Justiça, tivesse o mesmo senso de equilíbrio e justiça que teve no episódio das quatro mil famílias da Fazenda Suiá-Miçu. Mas eram brancos e foram expulsos, colocando 1000 crianças vivendo debaixo de lona, em condições deprimentes, disse ela.

Lembrou que, na ocasião, “lá não apareceu ninguém dos direitos humanos, nem o Ministério Público ou qualquer outro organismo para defender os interesses e direitos daquelas quatro mil famílias de pequenos produtores”, assinalou. “Não existe lei apenas para branco ou apenas para índio, a legislação é uma só e vale para todos”, criticou a senadora.

Responsabilidade - A senadora insistiu que o ministro Eduardo Cardozo cumpra o “seu papel e assuma as suas responsabilidade e não se omita”. Afirmou que “o ministro não é representante de uma classe ou de um segmento, ele á pago com o dinheiro público e deve satisfações ao povo brasileiro”. Katia Abreu perguntou, ainda, o que o ministro fará com a Polícia Federal que descumpriu uma ordem judicial ao não retirar os índios que invadiram uma propriedade rural.

Para a presidente da CNA, a situação assemelha-se a “um barril de pólvora” por conta da ação de grupos radicais e minoritários que procuram, por meios artificiais, criar atritos e disseminar a violência. “Não é possível continuarmos vivendo nessa insegurança jurídica, num claro desrespeito à Constituição”, ponderou. A senadora disse, no entanto, que vai lutar até o fim para que as leis sejam cumpridas, “jamais rasgaria uma página que fosse da Constituição”.

CIMI e Funai – A presidente da CNA também fez duras críticas ao CIMI (Conselho Indigenista Missionário), à Funai (Fundação Nacional do Índio), ao Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e outros órgãos por não estarem cumprindo com suas obrigações legais. O CIMI, disse, representa uma parte da Igreja Católica, não o seu todo. “Sou cristã e católica e os brancos produtores rurais, em sua grande maioria, também o são”, destacou. Ela pediu ao presidente da CNBB, (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que não permita ao CIMI “criar esse conflito entre brancos e índios porque nós somos cristãos e queremos a proteção de Deus”.

Disse que é preciso lembrar que os produtores rurais brasileiros produzem o arroz e o feijão, além de outras culturas, numa área de apenas 27,7% do território brasileiro, enquanto a Funai (Fundação Nacional do Índio), o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e outros órgãos oficiais detém mais de 50% do território do País. Mas “querem justamente as áreas produtivas, que estão nas mãos dos agricultores e lá vivem há mais de 40 anos”, alertou.

A senadora acusou a Funai de adotar uma política de “não ouvir realmente os povos indígenas”, mantendo-os na miséria e na ignorância, não lhes dando as condições econômicas e sociais adequadas para sobreviverem. A entidade “quer mantê-los no isolamento e na pobreza”, denunciou.

Veja a íntegra do discurso da presidente da CNA, senadora Kátia Abreu.



terça-feira, 21 de maio de 2013

Uma nova fase para o sistema agrosilvipastoril

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Uma nova fase para o sistema agrosilvipastoril 
20/5/2013

Uma nova fase para o sistema agrosilvipastoril

A adoção da monocultura pode trazer uma série de riscos econômicos e ambientais para os produtores
Com o plantio de um só produto, além de o agricultor ficar à mercê do mercado de commodities, ele sofre com a perda de nutriente no solo e eleva os riscos de incidência de pragas e doenças em sua lavoura. Uma solução em estudo por especialistas, que pode sanar esse problema, é o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.


Segundo estudos já realizados, nas áreas que adotaram sistema de integração, houve uma significativa melhora das condições de produção e produtividade. Por causa dos benefícios econômicos e agronômicos oferecidos pelo sistema, o governo federal sancionou, por meio da presidente Dilma Rousseff, em 29 de abril deste ano, a Lei 12.805, que institui a Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. O objetivo da legislação é melhorar a produtividade, a qualidade dos produtos e a renda das atividades agropecuárias no País.

De acordo com Elvison Nunes Ramos, coordenador da Coordenação de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos (CMSP), órgão do Ministério da Agricultura, a lei está inserida no Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que prevê a adoção de ações sustentáveis para a produção de alimentos.


Universo Agro

terça-feira, 14 de maio de 2013

14/05/2013 | Assuntos econômicos

Contribuição Sindical Rural deve ser paga até o dia 22 de maio

O prazo para pagamento da Guia de Recolhimento da Contribuição Sindical Rural Pessoa Física, exercício 2013, termina no dia 22 de maio para produtores que empreendem atividades econômicas e estão enquadrados como empresários ou empregadores rurais. “É importante pagar porque a arrecadação é distribuída no Sistema e os maiores beneficiados são os sindicatos rurais. Os recursos retornam para o contribuinte por meio de ações e projetos que a CNA promove”, ressalta a coordenadora do Departamento de Arrecadação e Cadastro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Eliane Vilela Brosowski.
As guias de pagamento foram enviadas pela CNA, via Correios, já preenchidas com o valor da contribuição. Em caso de perda, extravio ou de não recebimento do documento, os contribuintes podem emitir a segunda via de contribuição sindical, aqui no Canal do Produtor. Também é possível solicitar a guia na Federação da Agricultura do estado. Dúvidas podem ser esclarecidas por meio do Manual de Contribuição Sindical : http://www.canaldoprodutor.com.br/sites/default/files/contribuicao_sindical_2013_baixa_baixa.pdf
Até o dia 22 de maio, o pagamento poderá ser feito em qualquer agência bancária. Após o vencimento, a guia só poderá ser quitada em agências do Banco do Brasil, num prazo máximo de 90 dias. Segundo Eliane, é importante estar atento ao prazo, pois, os proprietários que não pagarem dentro do vencimento ficarão sujeitos à multa prevista em lei.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Questão indígena afeta imagem de Dilma

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Questão indígena afeta imagem de Dilma
10/5/2013

Questão indígena afeta imagem de Dilma


A queda de braço entre o governo federal e a bancada ruralista ganhou novo capítulo no Congresso, com potencial de reeditar a polêmica aprovação do Código Florestal. Organizados, os defensores do agronegócio levaram mais de 2 mil produtores a Brasília para pressionar o Executivo, em audiência na Câmara que discutiu os novos critérios de demarcação de terras indígenas.


A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, explicou-se durante mais de seis horas de discussão em que foi cobrada por parlamentares. Tentou se equilibrar entre a pressão do mobilizado grupo de interesse - o qual evita melindrar, até porque ele é forte em seu Estado, o Paraná, onde a ministra deve disputar a eleição para governador no ano que vem - e as demandas dos índios.


No embate preliminar, os ruralistas venceram e estão conseguindo arrancar do governo o que pode vir a ser um marco regulatório ainda mais favorável do que o previsto pela proposta de emenda constitucional nº 215. A PEC estabelece que os critérios de demarcação deixem de ser definidos pela Fundação Nacional do Índio (Funai), ligada ao Ministério da Justiça, e passem para o Congresso, onde o lobby do agronegócio é poderoso, como mostrou o Código Florestal.


No Parlamento, no entanto, o debate é aberto e passível de ser revertido, de algum modo, pela reação da opinião pública. Como está se desenhando, o processo de demarcação tende a ficar insulado e ainda mais favorável aos ruralistas, com a provisão de que órgãos do Executivo como a Embrapa e os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e das Cidades participem da elaboração dos critérios, ao lado da Funai.


A nova regulamentação sobre terras indígenas põe em risco, talvez mais do que o próprio Código Florestal, a imagem internacional da presidente. Afinal, o grito dos excluídos das florestas tem a capacidade de comover e criar uma rede de solidariedade capaz de viajar milhares de quilômetros. Tem a simpatia de organizações não governamentais e artistas. Depois do "Veta, Dilma", clamado pela atriz Camila Pitanga com a aprovação do Código, quem sabe o cantor Sting não acompanhe cada movimento que a presidente fizer.


Valor Online

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Presidente da CNA defende mudança de estratégia para resolver o problema da seca no nordeste




A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, defendeu nesta terça-feira (07/05), em Brasília, uma “mudança de estratégia” na definição de políticas eficazes para o Nordeste, que possam desenvolver a região e promover o enfrentando do problema da seca que há séculos vem castigando vários estados.
Ao afirmar que as estratégias adotadas até agora estão “equivocadas”, acrescentou que solucionar o problema do Nordeste é uma “questão política” e de país, que vai além dos limites da região. Ela participou de audiência pública conjunta das comissões de Agricultura da Câmara e do Senado para discutir o tema, que será debatido novamente amanhã (08/05), no Plenário da Câmara.
Nesse sentido, defendeu a convocação dos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Fazenda e da Integração Nacional, além dos presidentes dos bancos oficiais à comissão. A ideia é somar esforços para discutir o futuro do Nordeste brasileiro. Convocar essas autoridades foi a alternativa sugerida pela senadora para garantir a presença daqueles que ignoraram o convite  para a audiência pública. A data dessa reunião será definida posteriormente.
O Banco do Brasil (BB), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Fazenda não mandaram sequer representantes, apesar da gravidade da situação do Nordeste. “O problema é crônico. A seca atual é desoladora, mas isso não significa que esta seja a única”, afirmou a presidente da CNA.
Para o vice-presidente da CNA e presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Paraíba (FAEPA), Mário Antonio Pereira Borba, a ausência dos convidados é “desrespeito”. Ele afirmou que os produtores rurais da região Nordeste não têm acesso às linhas de crédito, porque os recursos não estão disponíveis nas agências bancárias. O primeiro vice-presidente da CNA e presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), João Martins da Silva Júnior, defendeu a adoção de medidas mais efetivas por parte do Governo federal para solucionar a questão. Segundo eles, o que foi feito até agora não resolve o problema dos agricultores. Os vice-presidentes da CNA e presidentes das Federações da Agricultura e Pecuária dos Estados do Rio Grande do Norte (FAERN), José Álvares Vieira; do Ceará (FAEC), Flávio Viriato de Saboya Neto; e do Maranhão (FAEMA), José Hilton Coelho de Sousa, também participaram da audiência.
Valores - O endividamento dos agricultores do Nordeste soma R$ 14 bilhões, segundo a superintendente técnica da CNA, Rosemeire Cristina dos Santos. Na região, 85 mil produtores foram incluídos na Dívida Ativa da União (DAU) nos últimos anos. Para ela, o problema do endividamento do Nordeste tem sido tratado de “forma paliativa”.