segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Safra argentina de trigo fica abaixo do esperado


Safra argentina de trigo fica abaixo do esperado



A safra argentina de trigo chegou ao fim, e a produção ficou em 9,8 milhões de toneladas, abaixo dos 11 milhões previstos inicialmente.

Os dados foram apurados pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires, que atribui a queda às sucessivas chuvas ocorridas nas áreas de plantio.


Além da redução de produtividade, o excesso de chuva trouxe também doenças às lavouras e perda de qualidade do produto final, na avaliação da Bolsa.


Da área semeada de 3,6 milhões de hectares, pelo menos 240 mil foram perdidos, apontam os dados finais da safra do país vizinho.


A produção desta safra fica 30% abaixo da obtida na anterior, quando os argentinos obtiveram 14 milhões de toneladas. Com a queda de produção, o país poderá não atingir a meta de exportação.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Produtividade é a principal vantagem no uso de transgênico, mostra estudo


Ganho vem principalmente do desempenho das lavouras de milho


Charles Guerra
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
 
Trabalho confirma ascensão do milho nas lavouras transgênicas
Alvo de intensa polêmica no lançamento, os cultivos transgênicos obtiveram ganhos de produtividade que são hoje a grande vantagem econômica da tecnologia no país. Representam 51% dos US$ 18,8 bilhões acumulados desde a adoção dos organismos geneticamente modificados – na safra 1996/1997–, segundo estudo divulgado pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), a partir de dados da Céleres consultoria.
Essa fatia respondia por 44% até o estudo anterior e era ainda menor até 2009/2010: 27%. Em contrapartida, a redução de custos (52% em 2009/2010) caiu para 37% no relatório seguinte e, agora, chegou a 30%. Somados, ganhos com produtividade e redução de custos chegam a 81% dos benefícios econômicos gerados pelo uso de sementes geneticamente modificadas. Grande parte desse desempenho vem do milho, observa Anderson Galvão, da Céleres.
Realizado com 360 agricultores dos principais Estados entre abril e junho, o trabalho confirma a ascensão do milho nas lavouras transgênicas – a cultura já ocupava a dianteira no levantamento do ano anterior, à frente da soja. Mas mostra pela primeira vez que o resultado de produção é mais relevante do que a simples redução de custos.
Outro ponto importante, afirma o presidente da Abrasem, Narciso Barison Neto, é a lucratividade. De acordo com o estudo, o milho agora paga R$ 3 para cada real investido – na safra anterior, o valor era de R$ 2,60. Para efeito de comparação com o grão "comum": em uma propriedade com 50 hectares, a estimativa de renda adicional é de US$ 100 mil em quatro anos.

Economia da China cresce 7,8% em 2012, menor índice dos últimos 13 anos


Produto Interno Bruto do país asiático foi de US$ 8,28 trilhões no ano passado


A economia da China cresceu 7,8% em 2012. Apesar de o percentual ser elevado, as autoridades chinesas informaram que houve uma desaceleração. Foi o pior índice desde 1999, quando ficou em 9,3% - depois subiu para 10,4%. Os dados foram divulgados nesta sexta, dia 18, pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China.

De acordo com os números preliminares, o Produto Interno Bruto (PIB) foi US$ 8,28 trilhões em 2012. O economista Wang Jun disse que o governo aumentou os estímulos à economia no ano passado, no esforço de produzir resultados.

Em maio de 2012, o governo diminuiu o controle sobre a concessão de empréstimos, os projetos de construção e as reduções fiscais. Também foram registrados aumentos nas vendas a varejo, que subiram de 14,9%, em novembro, para 15,2%, em dezembro.

O crescimento da produção industrial foi 10,3% em dezembro, com pequeno aumento em comparação a novembro, que foi 10,1%. As exportações da China, um dos principais parceiros econômicos do Brasil e de vários países, aumentaram em 2,9%.

As autoridades reconhecem que as incertezas que cercam a economia da China em 2013 envolvem os mercados externos e o setor imobiliário doméstico. A meta de crescimento para o ano é 8%.

AGÊNCIA BRASIL

Atual estágio de produção de soja exige atenção no controle de pragas


Produtores apostam na rotação de culturas e plantio direto para evitar problemaShare


Diogo Zanatta
Foto: Diogo Zanatta / Especial
Lavoura exige controle eficaz de pragas
Grande aposta da temporada de verão, a soja exige um controle eficaz de pragas e doenças para chegar à colheita com bons resultados. Em Chapada, na região norte do Rio Grande do Sul, o produtor Carlos Eduardo Scheibe aposta na rotação de culturas e no plantio direto para evitar problemas.
Dos 550 hectares da propriedade, 370 hectares foram destinados à soja, e outros 180 hectares ao milho. A cada ano, Scheibe troca a posição das lavouras e aproveita a palha do milho para manter o solo úmido.
– O plantio do milho me ajuda a fazer uma limpeza adicional nas áreas em que plantarei soja. Com isso, economizo na compra de defensivos – afirma.
Mesmo assim, Scheibe não deixa de fazer aplicações preventivas de fungicidas durante o período de crescimento da planta. O produtor recomenda ainda o monitoramento diário das lavouras nas fases de crescimento e de enchimento de grãos, além da organização de um calendário para fazer o uso do defensivo. O ideal, conforme Scheibe, é um período de 20 dias entre cada aplicação.
Segundo o gestor técnico da Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto (Cooplantio), Dirceu Gassen, o clima favorável também é propício ao aparecimento de pragas e de plantas daninhas, o que exige cuidado redobrado nas lavouras. Entre as práticas recomendadas pelo especialista estão o uso de sementes de qualidade, um bom plantio – com posicionamento da semente na mesma profundidade e cobertura de maneira uniforme – e a nutrição equilibrada das plantas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Agricultura investe R$ 200 bilhões.


Agricultura investe R$ 200 bi




Sim, a agricultura brasileira voltou a salvar a economia de um ano que poderia ter si­do ainda pior. Investiu R$ 200 bilhões em 2012, dados do Minis­tério da Agricultura, e deve repetir es­te ano, metade em financiamento do governo, o que é dívida e os agriculto­res tiveram coragem de assumir e te­rão de pagar. Em conseqüência, a produção, que havia aumentado 2,1% no ano passado, deve registrar um cresci- tnento espetacular de 8,6% na safra atual, de acordo com previsão da Conab. Vamos chegar a 180 bilhões de toneladas e isso, atentem, só de grãos e oleaginosas sem contar culturas como café, banana, laranja e - importantíssimo - cana.

Só no ultimo trimestre, a safra cresceu 3,1%. Não fosse essa exuberância de cres­cimento, certamente o PIB deste ano te­ria ficado ainda mais abaixo do 1%.


Outro Brasil silencioso. Em meio a tanta incerteza, com a indústria recuan­do, outros setores hesitando, os investi­mentos caindo, previsões dos analistas do mercado cada vez mais pessimistas, agora falam em 3% este ano, mas pou­cos acreditam. Os 30 milhões de agricultores brasileiros continuaram plantando, produzindo em silêncio. Pouco se fala deles na mídia, só quando as exportações aumentam, sustentando o único setor que ainda gera superávit. Depois, o silêncio, o esquecimento sobre o que se faz no campo. A exceção foi o excelente e esclarecedor editorial no Estado de segunda-feira "Recordes no campo." Por que esse silêncio? Por­que, ao contrário da indústria, da Fiesp, em vez de correr para a imprensa e recla­mar, os agricultores absorveram o im­pacto, plantaram e continuam plantan­do. E isso vivendo nas mesmas condi­ções, nas mesmas circunstâncias e desa­fios de todos os outros.


Eles têm o mercado lá fora. Um dos argumentos mais ouvidos para justificar essa diferença de atitude é que a agricul­tura e a pecuária crescem e exportam por­que podem contar com as exportações, com a demanda do mercado externo, on­de, apesar da desaceleração econômica, o setor de alimentos é o último atingido. Eles não sofrem a competição dos chine­ses no Brasil, dizem. É um argumento fal­so, como todos os outros que pretendem diferenciar a atividade industrial com a agrícola e pecuária dizendo também que a competição interna entre as indústrias instaladas no País é maior que a dos pro­dutores agrícolas. A indústria opera com um número grande e variado de produ­tos; a agricultura, nem uma dúzia.


Tomem nota disto, leitores. "A agri­cultura brasileira exporta muito, é líder mundial em vários produtos - porque, repito, porque tem produtividade eleva­da, produz a custos menores, pode, sa­be competir até mesmo com esse gigan­te agrícola que são os Estados Unidos do qual deve roubar a liderança no mer­cado de soja este ano! O Brasil já é uma potência agrícola e em ascensão, ao con­trário de outros países."


Coragem e empenho. É isso o que exis­te no campo brasileiro, esse "desconheci­do", que a coluna pretende divulgar. Que­rem um exemplo, muito bem lembrado no editorial do Estado de segunda-feira, em 2012 as exportações do agronégócio atingiram o recorde de US$ 95,8 bilhões, mas foram um pouco maior do que no ano anterior por causa da queda da de­manda provocada pela crise mundial. Os preços caíram em média nada menos que 7,1% (sim, tudo isso, 7,1%!) Ape­sar disso, as exportações para a Chi­na, basicamente de commodities, e outros países aumentaram 8,9%. Des­conte-se minério, fora soja, carne, mi­lho, cana, café e outras lavouras. Mas, como, os preços caem e a receita au­menta? É simples. Em vez de ficarem chorando, os agricultores brasileiros aumentaram o volume físico das ven­das, exportaram mais soja, café, milho...para compensar perdas e reduzir prejuízos. E estão plantando novamente, vão investir de novo R$ 200 bilhões, produzir uma safra de mais 8,6%, bater novos recordes. Isso se ehama empreendimento.


Não há dúvida alguma, a agricultu­ra salvou e tudo indica que vai conti­nuar salvando a economia. Agora, é esperar pelos outros que não só não veem, mas recuam. Numa luta solitá­ria e silenciosa, a agricultura, os 30 milhões de agricultores brasileiros, mais uma vez salvaram a economia. E tudo indica que vão repetir essa fa­çanha quase "rotineira" em 2013, este ano, como veremos em próxima colu­na. Um tema, um exemplo, uma lição da mais alta importância que os brasi­leiros precisam conhecer.


Fonte: Alberto Tamer - O Estado de S. Paulo - 17/01/2013

Fiscalização barra 20% dos adubos no país.


Fiscalização barra 20% dos adubos no país



Quase um quinto dos fertilizantes fiscalizados no Brasil está fora do padrão estabelecido pelo Ministério da Agricultura. No ano passado, 19,98% das amostras de produtos coletadas até novembro apresentaram níveis de nutrientes fora dos limites previstos pela legislação.

Desde 2008, as avaliações periódicas realizadas pela Pasta resultaram em quase 6,2 mil autos de infração contra empresas do setor.


Os padrões estabelecidos pela legislação visam garantir a eficiência do produto. Há uma margem de tolerância, para cima e para baixo, devido às alterações que podem ocorrer tanto durante a amostragem quanto na análise laboratorial.


Em 2008, o Ministério da Agricultura procurou o Ministério Público Federal (MPF) para dar prosseguimento aos processos administrativos. O órgão então encaminhou algumas ações para as regionais, segundo Hideraldo José Coelho, coordenador do Departamento de Fiscalização dos Insumos Agrícolas, do Ministério da Agricultura.


No ano passado, uma ação contra a multinacional norueguesa Yara foi ajuizada na Promotoria de Defesa do Consumidor do Rio Grande do Sul pelo Ministério Público do Estado. Segundo Rossano Biazus, promotor do Ministério Público Federal no Estado, a empresa foi acusada de apresentar diversas amostras que não estavam em conformidade, a partir da autuação do Ministério da Agricultura.


Depois das investigações e da defesa da companhia, o inquérito civil foi encaminhado à Justiça e foi deferida uma liminar pela 15º Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, em 21 de dezembro de 2012, que determina que a empresa não oferte mais esses produtos com especificações em não conformidade, com recolhimento dos lotes de fertilizantes. A Yara estará sujeita à multa de R$ 50 mil por lote não retirado.


O Ministério Público pede que as liminares sejam mantidas e que haja indenização para os produtores. Em nota, a Yara Brasil informou que discorda dos critérios adotados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul e que recorrerá da decisão. A empresa também ressalta que adota padrões de certificação e controle de qualidade mundialmente reconhecidos.


A alegação da Yara ecoa no setor. De modo geral, a indústria reclama que a legislação sobre fertilizantes no Brasil é defasada, o que é admitido por representantes do próprio Ministério da Agricultura. Coelho afirma, porém, que os valores das multas às empresas estão defasados - na média, ficam entre R$ 2 mil a R$ 3 mil, podendo chegar a R$ 19 mil.


Segundo ele, o problema tornou-se muito frequente. O número absoluto de autos de infração lavrados recuou de 1.264, em 2008, para 722, em 2012 (número preliminar, até novembro), mas porque o número de amostras coletadas diminuiu. Na média, o número de autuações em relação à quantidade de amostras subiu, de 18,17% para 19,98%, no mesmo período. "O processo produtivo não é perfeito, é comum acontecer, mas está frequente", afirma o representante do governo.


Coelho explica que a redução de amostras coletadas faz parte de um plano de ação orientado para fiscalizações com maior foco na melhoria do processo de produção das empresas (verificação de equipamentos deficientes, controle de qualidade adotado pelas empresas) em detrimento da quantidade de amostras fiscalizadas.


Por outro lado, na sua avaliação, os números da fiscalização estão caindo em virtude das restrições orçamentárias e financeiras instituídas nos últimos dois anos pela Presidência da República para contenção de gastos com diárias e passagens, o que limita o deslocamento dos fiscais.


David Roquetti Filho, diretor-executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), que representa as empresas do setor, pondera que, em um mercado que movimenta cerca de 30 milhões de toneladas por ano, não é incomum ter alguma não conformidade pelo tamanho e escala do segmento. Mesmo assim, segundo ele, o número é "ínfimo". "Quando acontecem [as irregularidades], as providências são rapidamente tomadas em benefício dos clientes", garante.


Valor Online - São Paulo/SP

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Paraná suspende Sisleg por 180 dias para implantar Código Florestal


Paraná suspende Sisleg por 180 dias para implantar Código Florestal
Cobrança de recomposição da Reserva Legal e de Áreas de Preserva­ção Permanente depende da formação de cadastro nacional de propriedades rurais A implantação do novo Código Florestal deveria ter começado em dezembro, mas o país segue num período de transição. Para abrir espaço à implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Paraná acaba de suspender por 180 dias as ações do Sistema Estadual de Registro da Reserva Legal (Sisleg). A expectativa é que o CAR, que vai definir não só a Reserva Le­­­­gal, mas também as eventuais Áreas de Preservação Per­­­­manente (APPs) das propriedades, passe a funcionar até março.

A suspensão do Sisleg foi determinada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema). A implantação do CAR depende do governo federal, que vem fazendo parcerias com os estados e deverá aproveitar dados de sistemas como o Sisleg. Mesmo assim, todos os proprietários de imóveis rurais deverão se reinscrever no CAR.


De acordo com o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, a integração será possível, mas falta definir a melhor forma de implantar o novo sistema. "O CAR é prioridade no estado. Estamos definindo a melhor forma de utilizá-lo para não prejudicar quem cumpriu a lei até agora", pontua. Ele diz que a suspensão do Sisleg por 180 dias faz parte da estratégia de integração.


Falta, segundo Mossato Pinto, definir com o setor rural os termos do novo modelo. "O processo é um pouco complicado, pois existem produtores em diferentes situações. Alguns já consolidaram a Reserva Legal, outros ainda estão fazendo", afirma.


A Organização das Coope­rativas do Paraná (Ocepar) considera prudente a suspensão do Sisleg e pede atenção aos casos específicos. "A fiscalização estava sendo feita com base em uma lei defasada", observa Flávio Turra, gerente técnico e econômico da instituição.


Termos de compromisso assinados diante do IAP e termos de ajuste de conduta ante o Ministério Público passam a ser questionados e deverão seguir o Novo Código. A recomposição das áreas vai ocorrer dentro do Programa de Regularização Ambiental (PRA). "O mais prudente é aguardar", salienta Turra. O período de transição não autoriza desmate, adverte Mossato Pinto.


Transição


Para passar a cobrar o novo Código Florestal, governo deverá cadastrar imóveis e identificar problemas a serem regularizados. Entenda o sistema:


Paraná


Em alguns estados, funcionam sistemas regionais. O Paraná acaba de suspender o Sisleg, que funcionava como mecanismo de controle e cobrança desde 1999, por 180 dias.


Novo cadastro


A formação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) é o primeiro passo para que o Código Florestal seja cobrado. Um sistema modelo foi criado pelo Ministério do Meio Ambiente e passa por ajustes.  O Paraná quer integrar o Sisleg ao CAR.


Na prática


Depois do CAR, os imóveis passam para o Programa de Regularização Ambiental (PRA). Cada estado deverá trabalhar seu próprio programa, contendo orientações que levem em conta particularidades regionais. Os PRAs devem ser publicados até maio deste ano.