terça-feira, 31 de janeiro de 2012

NOTA OFICIAL

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NOTA OFICIAL 
30/1/2012

NOTA OFICIAL

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) lamenta a perda do seu vice-presidente, presidente do Sindicato Rural de Assis Chateaubriand e deputado federal Moacir Micheletto, ocorrida na tarde desta segunda feira (30), em acidente rodoviário, próximo à cidade de Assis Chateaubriand.

Catarinense de Xanxêre (SC), 69 anos, formado em Agronomia, Micheletto chegou ao Oeste do Paraná em 1968 como primeiro engenheiro agrônomo na região, e em 1973 passou a residir em Assis Chateaubriand.

Ao longo de sua trajetória sempre exerceu diversos cargos e atividades ligadas à agricultura e como deputado federal, em seis mandatos, se notabilizou nas comissões ligadas à economia rural. Recentemente presidiu a Comissão Especial  do Novo Código Florestal.

"O Paraná e o Brasil perdem um grande parlamentar que tinha consciência do que o setor agropecuário representa para a economia e nunca se omitiu na defesa dos produtores. A ausência de Moacir Micheletto ao nosso lado na diretoria da FAEP e no parlamento se constitui numa perda irreparável", disse o presidente do Sistema FAEP, Ágide Meneguette.

 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A marcha do agronegócio


O Estado de S. Paulo

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A marcha do agronegócio

Da Redação

A agricultura brasileira tem se capitalizado e se mantém como uma das mais competitivas do mundo

Embora as últimas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indiquem que a produção nacional de grãos em 2012 deve ficar em 158,44 milhões de toneladas - 2,8% a menos que na safra 2010/2011 -, não há sinal de problemas no abastecimento interno ou de dificuldades nas exportações do agronegócio. A quebra da produção agrícola na Região Sul por causa da seca será em boa parte compensada pelo aumento da produção dos Estados do Centro-Oeste, onde haverá boas safras, se tudo correr como esperado. O Estado de Mato Grosso reflete bem essa situação, prevendo-se que a safra de soja que começa a ser colhida alcance 22 milhões de toneladas, um novo recorde, em uma área plantada de 65,9 milhões de hectares.

Essas projeções deixam claro, mais uma vez, que a agricultura brasileira - mesmo tendo os riscos típicos da atividade agravados pelas deficiências estruturas em termos de transporte, armazenagem, etc. - tem se capitalizado e se mantém como uma das mais competitivas do mundo.

Com a incorporação de novas zonas produtivas nas últimas décadas, o País deixou de ser dependente de fenômenos climáticos localizados, fator que ajudou a consolidar a sua posição como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo. Além disso, as cotações elevadas obtidas pelas commodities agrícolas exportadas têm contribuído para que o setor agrícola se capitalizasse no Centro-Oeste, de modo que já não é totalmente dependente de financiamentos de bancos e de trading companies, o que tende a favorecer novos investimentos.

Embora os juros de financiamentos agrícolas sejam inferiores aos de mercado, representam sempre um ônus e muitos produtores se queixam de não ter acesso a empréstimos de bancos oficiais, devido à burocracia. Uma alternativa ao financiamento bancário é a venda antecipada da produção a tradings internacionais, antes mesmo do plantio do produto. Nesse caso, não há burocracia, mas as comissões cobradas pelas empresas são elevadas, reduzindo consideravelmente a renda dos produtores.

A capitalização que se observa no Centro-Oeste, embora longe do que seria de desejar, significa, na visão de especialistas, o ingresso da região em um novo ciclo. Como se recorda, de meados da década de 1990 até 2005, investiu-se muito em mecanização naquela região, com base em financiamentos concedidos pelo BNDES por meio do programa Moderfrota. Ao mesmo tempo, os produtores ficavam ao sabor da obtenção de empréstimos de custeio.

Esse quadro vem mudando. Segundo dados da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso, a participação de bancos oficiais e de tradings na última safra foi de apenas 18% - contra quase 50% em 2005 - evidenciando o grau de capitalização dos produtores. Como relatou um produtor local ao jornal Valor (25/1), ele adquiriu, nos últimos cinco anos, novas colheitadeiras, dois pulverizadores, quatro motores e quatro plantadeiras para sua propriedade de nove mil hectares. Investiu nisso 60% do seu próprio bolso, financiando apenas 40%. São relatados casos em que a mecanização foi feita inteiramente com recursos próprios.

Com mais dinheiro em caixa, os produtores têm mais condições para arcar com despesas de custeio, como a compra de sementes e compra de fertilizantes e defensivos, pagando à vista, o que reduz de 15% a 20% o custo de produção.

Nota-se que, com o aumento das restrições ambientais, com mais controles visando à preservação das matas nativas, e o consequente aumento do preço das terras já cultivadas, os produtores são levados a buscar mais produtividade, o que exige o uso de maior volume de adubos e defensivos. Embora as cotações das commodities agrícolas, de modo geral, não tenham retornado ao pico de 2008, ainda são atraentes. Como os preços do milho e da carne bovina estão em alta, a safrinha do milho ou milho de sequeiro, cultivado de janeiro a abril, promete ser também elevada no Centro-Oeste. Muitos produtores têm optado também por aumentar o rebanho de gado. Outras alternativas são as culturas de algodão e feijão combinadas com a da soja. Com essa diversificação, os produtores procuram defender-se da oscilação dos preços internacionais.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Acaso e competência

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Acaso e competência
24/1/2012

Acaso e competência


A agricultura brasileira tem sido celebrada, com razão, pelo dinamismo e competitividade, que se baseiam, antes de mais nada, na qualificação, empreendedorismo e tenacidade dos agricultores, características que contradizem a imagem distorcida que uma parcela da sociedade ainda tem do produtor rural. Sem reduzir os méritos do agricultor, uma avaliação da trajetória recente revela que o acaso tem dado uma mãozinha, ora prejudicando ora evitando crises cujo risco deveria ser afastado por um planejamento setorial e políticas agrícolas consistentes.
Basta examinar os movimentos de preços, taxa de câmbio e clima para intuir o papel do azar no processo; em momentos críticos, nos quais a valorização do Real poderia ter inviabilizado segmentos importantes do agronegócio, os preços internacionais alcançaram níveis recordes que permitiram a remuneração do produtor e compensaram a pesada ineficiência sistêmica que onera o sistema produtivo brasileiro. Em outros, a desvalorização do Real ajudou a evitar o pior. Trata-se de um jogo perigoso, em particular em se tratando de um setor estratégico para a economia brasileira.
A estiagem que afeta os países do Mercosul já provocou grandes e irreversíveis prejuízos para a produção agrícola brasileira. São 655 municípios em situação de emergência, aproximadamente 3 milhões de pessoas atingidas, com perdas da produção de soja, milho, feijão, leite, frutas e hortigranjeiros estimadas em R$ 10 bilhões. A situação do Rio Grande do Sul assume o grau de catástrofe, com 65% dos municípios em situação de emergência e mais de R$ 6 bilhões em prejuízos imediatos e que deverão se propagar pelas economias locais nos próximos anos.
No Paraná as perdas de mais de 4 milhões de toneladas de soja, milho e feijão serão minimizadas pela adesão dos produtores rurais aos mecanismos de proteção contra perdas climáticas, o seguro agrícola privado voltado para os médios e grandes produtores ou o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), destinado aos pequenos produtores. Vale lembrar que a estiagem que castigou a safra paranaense de 2005/06 (quebra de 5 milhões de toneladas de grãos) é equivalente à atual, mas naquele ano os produtores não contavam com o seguro agrícola, foram obrigados a absorver a maior parte do prejuízo e a renegociar as dívidas em bancos. Foi a última grande crise do setor.
O seguro agrícola privado só é viável devido ao aporte do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, que cobre 50% do custo das apólices. No Paraná, em torno de 45% dos produtores de milho e 75% dos produtores de soja teve acesso ao seguro e a adesão só não foi total porque o governo federal, por miopia, pifou no cumprimento do orçamento do programa, liberando apenas R$ 252 milhões dos R$ 406 milhões previstos para 2011. No Rio Grande do Sul a cobertura é bem menor e logo estaremos assistindo às renegociações de dívidas dos produtores rurais impossibilitados de pagar os financiamentos, às quais aderem os oportunistas e têm elevados custos para o Tesouro Nacional e para a própria imagem dos produtores rurais.
Apesar da reconhecida importância do seguro o futuro do Programa continua incerto. A Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovou apenas R$ 174 milhões para 2012, um retrocesso que representa um dos menores valores dos últimos anos e que cobriria apenas 6% da área agrícola do País.
O governo parece alimentar a expectativa de que os preços internacionais elevados compensem a perda da safra, previsão que pode ser frustrada devido à crise internacional. No mercado doméstico preços agrícolas mais elevados não garantem a remuneração do produtor mas pressionam a inflação e os custos de produção, com efeitos negativos para a competitividade e os consumidores.
Tudo indica que as ineficiências sistêmicas da agricultura brasileira poderão vir à tona neste 2012. Já é mais que hora de reduzir o papel do acaso no futuro da agricultura brasileira e levar a sério os riscos previsíveis.
Fonte: Artigo publicado no Jornal Estado de São Paulo de 24/01/2012 assinado por Antônio Márcio Buainain (UNICAMP), Pedro Loyola (Federação de Agricultura do Estado do Paraná) e Pedro Abel Vieira (Pesquisador Embrapa Negócios Agropecuários).

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ágide Meneguette é reeleito para a presidência da FAEP

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Ágide é reeleito para a presidência da FAEP 
23/1/2012

Ágide é reeleito para a presidência da FAEP


Em votação realizada nesta segunda feira, durante Assembleia Geral da Federação da Agricultura do Paraná, o engenheiro agrônomo Ágide Meneguette foi reeleito para a presidência da entidade no triênio 1012/2015.

Ao agradecer a reeleição o presidente da FAEP reafirmou seu histórico compromisso de defesa do setor rural paranaense, base econômica do Estado e garantidor da balança comercial brasileira.

"Quero agradecer e lembrar que meu comportamento é o mesmo desde que assumi essa cadeira e se hoje temos o respeito do país pelas nossas ações é porque temos uma estrutura interna  e sindicatos fortes e atuantes", disse.

A Assembleia da FAEP foi prestigiada pelo governador Beto Richa e pelos secretários Norberto Ortigara, da Agricultura e Abastecimento, e Ricardo Barros, de Indústria e Comercio.

"Temos uma extraordinária relação com as entidades do agronegócio. O governo está afinado e sintonizado com as causas dos produtores", disse o governador.

Já o presidente reeleito da entidade lembrou: "Temos uma relação excelente com o governo do Estado, de mão dupla. A administração do Beto vem cumprindo os compromissos assumidos e propondo programas que irão ajudar a fortificar a agricultura e a agropecuária paranaenses".

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Na Assembleia Geral da FAEP, Governador reafirma compromisso com o campo

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Na Assembleia Geral da FAEP, Governador  reafirma compromisso com o campo 
23/1/2012

Na Assembleia Geral da FAEP, Governador reafirma compromisso com o campo

Pela primeira vez um governador do Estado participa da Assembleia Geral do Sistema FAEP que inclui a eleição da diretoria para a gestão 2012/2015 e ocorre nesta segunda feira (23), em Curitiba. Uma centena de presidentes de sindicatos rurais participam da eleição cuja chapa é  comandada pelo engenheiro agrônomo Ágide Meneguette.
O evento contou com a presença do governador Beto Richa e dos secretários Norberto Ortigara, da Agricultura e Ricardo Barros, de Indústria e Comércio. Pela primeira vez na história da FAEP um governador participa de sua Assembleia Geral. A presença do governador tem o simbolismo das boas relações existentes entre o poder público estadual e o setor rural, a partir de janeiro do ano passado.
E o presidente Ágide Meneguette lembrou desse fato ao discorrer sobre sua última gestão (2009/2012) ao agradecer a presença dessas autoridades.

O governador
Durante o evento o governador Beto Richa destacou as boas relações com a Federação e com os produtores rurais, lembrando que o crescimento do Paraná está baseado na atividade agropecuária, base da economia estadual.
"Tenho acompanhado de perto o crescimento dessa federação. O Ágide é intransigente na defesa do produtor rural e estar ao seu  lado é muito importante", disse o governador.
Richa  reforçou as boas relações de seu governo com o setor rural, lembrando que "nossos compromissos assumidos com o campo tem sido honrados".
Como exemplo ele citou a Agencia Paraná de Desenvolvimento que hoje é uma realidade e a ADAPAR (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) criadas no final do ano passado.
Beto fez ainda um balanço de outras medidas tomadas no primeiro ano de sua administração. Entre elas a questão do pedágio. "Estamos levantando as planilhas e os contratos e traremos um retorno ao que o Àgide nos solicitou", afirmou. Ele ressaltou a capacidade do governo para o dialogo o que tem permitido desocupações sem necessidade de uso da força policial, o que se traduz em maior tranquilidade aos produtores rurais. E anunciou a instalação de 60 patrulhas rodoviárias no Estado atendendo demanda de prefeitos e produtores rurais para a melhoria de estradas rurais.

Ortigara

O secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, também falou da importância da parceria para construção de  uma agenda comum em 2011.
Ao reforçar o compromisso de trabalho conjunto com a nova gestão da FAEP, o secretário falou das ações do governo buscando proteger a renda do produtor e o desafio do seguro rural. "Estamos iniciando a participação direta na subvenção do seguro do milho safrinha e viabilizando a produção.  O agricultor é sempre credor das ações governamentais,  ele produz e  gera riquezas e precisa da atenção dos governos".

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Previdência 2012 – Tabela

  • Previdência 2012 – Tabela
    1. 18 janeiro, 2012
    2. Nova Tabela de Contribuições Previdenciárias a partir de janeiro/2012
    3. (Portaria Interministerial MPS/MF 02 de 06/01/2012 – DOU de 09/01/2012)
    4.  
    5. A Portaria Interministerial MPS/MF 02/2012 estabelece, a partir de 01/01/2012, o valor mínimo de R$ 622,00 e o valor máximo de R$ 3.916,20 para o  salário-de-contribuição e o salário-de-benefício previdenciários. (Art. 2º)
    6. A cota do salário-família por filho ou equiparado de qualquer condição, até 14 anos de idade, ou inválido de qualquer idade,  passa a ser: (Art. 4º)
    7. ü R$ 31,22 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 608,80;
    8. ü R$ 22,00 para o segurado com remuneração mensal superior a R$ 608,80 e igual ou inferior a R$ 915,05.
    9. A portaria estabelece também os novos valores de salário-de-contribuição para o INSS referente aos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos.
    10. TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO,
    11. EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO,
    12. PARA PAGAMENTO DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2012
    13.  
    1. SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO

    2. (R$)
    1. ALÍQUOTA PARA FINS DE
    2. RECOLHIMENTO AO INSS
    1. até 1.174,86
    1. 8,00%
    1. de 1.174,87 até 1.958,10
    1. 9,00%
    1. de 1.958,11 até 3.916,20
    1. 11,00 %
  • terça-feira, 17 de janeiro de 2012

    Aprovação do Código Florestal vai provocar perda de áreas produtivas, afirma relator

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    Aprovação do Código Florestal vai provocar perda de áreas produtivas, afirma relator 
    17/1/2012

    Aprovação do Código Florestal vai provocar perda de áreas produtivas, afirma relator

    Deputado federal Paulo Piau afirma que ocorrerão muitas mudanças para o campo e para a cidade

    O relator do Código Florestal na Câmara dos Deputados, o deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG), afirma que a aprovação do texto gerará muitas mudanças para o campo e para a cidade. Ele aponta incluisve que haverá perdas de áreas produtivas.

    - Haverá perdas porque nós iremos resgatar áreas, como por exemplo, reserva legal. O pequeno produtor, de até quatro módulos fiscais, não precisa recompor sua reserva legal. O que estava em 22 de julho de 2008 é o que ficará. Mas o produtor médio e o grande, ele tem que recompor a sua reserva legal. Pode ser 50% com plantas exóticas ou compensando dentro do bioma, ou seja, comprando áreas fora da sua propriedade ou região. Tem ainda as APPs, que consideramos sagradas. Todos terão a obrigação de buscar de volta essas áreas - afirma.

    Segundo ele, assim que a lei for sancionada, será para valer.

    - Nós temos uma legislação ambiental hoje ligada ao campo e à cidade que não pode ser aplicada. Ela está absolutamente fora do contexto, da realidade brasileira. A grande necessidade desse novo Código Florestal é trazer clareza e saber o que cada cidadão deve cumprir para estar legal perante a lei. Recomendo a todos que procurem entender o que é a lei e verificar qual o seu compromisso para não sofrer com as penalidades - aponta.

    O texto do deputado será levado à apreciação dos deputados nos dias 6 e 7 de março.